sábado, 22 de dezembro de 2012
A praia e o padre.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Ava acordou, e fez tudo que fazia quando acordava,ligou o rádio, pulou no rio, tomou banho, nadou até a outra margem por debaixo da água, emergiu, releu o apocalipse em voz alta, leu as noticias, envioui um e-mail convocando todos a encontrarem com ele, a principio tin ha pensado que se tratava de um plano, por que eles estavam constantemente sendo procurados por que jua tinham roubado equipamentos em diferentes países, mas seus próprios sonhos não poderiam lhe enganar.
Verificou o clima em locais específicos, depois leu as noticias do mundo, nem uma novidade, pegou o barco pequeno foi até o navio, verificou todos os equipamentos, ligou os motores fechou tudo e voltou pra casa, tomou um complexo vitamínico, fez uma sequencia de exercicios que combinavam ioga, flexões e abdominais, deu de comer aos animais, vestiu uma de suas duas roupas de sair e foi na direção da casa de Jandira, quando chegou lá não encontrou ninguem, pensou que eles deviam estar na cidade já, pegou a madeira e as ferramentas que tinha colocado no barco e começou a desembarcar, deu a volta pelo lado de fora da casa escolheu umas árvores próximas fez calculos mentais e em pouco tempo tinha aproveitado a disposição das árvore para fazer um chiqueiro, antes do meio dia já tinha coberto tudo com palha e colocados os porcos lá dentro, achou estranho que a familia não tivesse voltado, sentiu sede, tinha uns cocos no barco, foi até la, abriu o coco, sentou na proa e tomou quatro coco, abriu todos eles e comeu a carne que tinha dentro, ficou pensando que precisava, começar a catar as fezes espalhadas na praia, pegou uma pá e uma saca e começou a limpar, enchia a saca e jogava as fezes debaixo das plantas mais pra dentro da ilha, levou o dia inteiro nesse trabalho parando apenas para tomar água e comer alguma fruta, quando o dia estava quase terminando e o sol ameaçava se por ele decidiu partir, pensou que precisava alimentar os porcos, catou umas mangas que estavam pelo chão e jogou no chiqueiro, pensou que eles saberiam que ele estava lá, rezou sua costumeira oração do por-do-sol e seguiu rumo a sua casa.
Quando estava navegando viu Jandira vindo num barco, vinha sozinha e estava bem diferente, vinha numa canoa tão pequena que ele desligou o motor para poder não joga-la para a borda do rio, ele parou e acenou, ela parou e subiu na embarcação dele.
- Fui la na sua casa, mas vocês não estavam, arrumei um pouco as coisas por lá.
Ela passou a mão pela barriga dele por debaixo da blusa, e começou a desabotoar ele segurou ela pelos braços e disse: - Você não é ela né? fale comigo, você estava no meu sonho, você é igual ela, me fale mais.
- Faça amor comigo.
-Quem é você?
- Avalon faça amor comigo, não estrague esse momento.
- Você é ela? Eu estou confuso.
Ele segurava os braços dela e ela o olhava de baixo, tinha desabotoado toda a camisa dele, e passava a mão pelo peito dele, ele sentia um misto de medo, desejo, frio na barriga, e sentia vontade de beija-la, mas ele estava curioso demais, tenso demais, ele olhava pra ele e ele conhecia aquele olhar, ela era íntima ele sabia, sentiu vontade de beija-la.
- Me beije, me beije
Eles se beijaram e ele deixou de lado o que queria saber, tirou o vestido dela que era parecido com o do outro dia mas tinha flores diferentes, ele deitou ela no chão e começou a passar a mão pelos seios dela, e depois por todo o corpo.
- Você vai sumir eu sei, você não é real.
-´Nada disso é real Avalon
- O que é real.
- A vida acabou, somos escravos da nossa vontade de existência, apenas existimos.
- Você é ela? vocês são a mesma pessoa.
- Me ame, temos pouco tempo, por favor.
disse ela puxando ele pra cima de si, ele consentiu, tirou a propria roupa, lhe abriu as pernas e ficou olhando a cara que ela fazia.
- É tudo que eu mais sinto falta, sentir você por dentro, sentir sua carne encontrando com a minha.
- Não vá, eu sei que você é minha.
-Eu sou sua - disse ela entre gemidos.
Ele acelerou os movimentos, tomado pelo tesão, virou ela de quatro, lhe segurou o cabelo e pode sentir uma explosão dentro dela, acelerou mais e deixou o corpo pesar sobre ela, ficou lhe beijando o pescoço. e prendendo ela entre os braços.
- Eu não vou deixar você ir, fique, seja lá o que for tudo isso, fique comigo...
Ela se virou e ficou passando a mão no rosto dele, ele sentiu os olhos pesarem e quando abriu ela não estava mais lá.
Ava tinha um medo constante de enlouquecer, sempre fora chamado de louco, mas não sentia-se assim por que tinha seus companheiros e eles em alguma medida lhe endossavam a sanidade, mas nos ultimos dias estava com medo de estar sendo acometido de alguma especie de insanidade ou esquizofrenia, queria o quanto antes reunir a todos e começar a apurar os fatos, estava deitado nu no chão da embarcação, sentia o cheiro dela no ar, vestiu a roupa e seguiu pra casa, queria encontrar Jandira pelo caminho mas isso não aconteceu, pensou em voltar lá e ver se eles estavam lá, foi acometido por um tipo de solidão, mas resistiu aos próprios sentimentos e seguiu para casa, tomou banho, botou uma água pra fazer café e abriu suas mensagens, ouviu um barulho no rio de um barco diferente, uma lancha, que ele nunca tinha escutado por ali, ficou ouvindo ela vinha longe o barco parou em seu porto, ele correu pegou sua arma e ficou esperando.
Que reine a paz, gritaram de fora e ele reconheceu a voz do Padre, e uma sensação de alivio lhe tomou.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário